A filigrana, uma antiga técnica de ourivesaria, integra o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial desde 2023, após aprovação da Direção Geral do Património Cultural.
Esta técnica antiga de ourivesaria consiste em torcer dois fios de ouro ou prata muito finos que são depois achatados. O artesanato desenvolveu-se a partir do século XVIII, tornando-se uma atividade identitária portuguesa nos séculos XIX e XX, concentrando-se nos concelhos de Gondomar e Póvoa de Lanhoso.
A criação das joias de Filigrana é o resultado do trabalho colaborativo entre os ourives, que preparam o fio e a armação das peças, os enchedores, artesãos que enchem as peças com um fio tão fino como a espessura de um fio de cabelo e novamente os ourives, que soldam a Filigrana e dão o acabamento final. Paixão, paciência e minúcia são virtudes raras, mas essenciais neste trabalho.
A inscrição da arte em filigrana no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial é um reconhecimento há muito desejado.